quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Crítica - Doce Virgínia


Doce Virgínia

Ano: 2017.

Direção: Jamie M. Dagg.

Roteiro: Paul China e Benjamin China.
Sinopse: O dono de um motel com um passado sinistro (Jon Bernthal), sem saber, faz amizade com um jovem assassino (Christopher Abbott) responsável por uma onda de violência que, de repente tomou conta de uma pequena cidade.

Resenha:
Numa cidade pacata do Alasca, madrugada, há uma ocorrência de triplo homicídio, 3 homens são assassinados por Elwood, Christopher Abbott. Ao hospedar-se no motel Doce Virgínia ele conhece Rossi, o administrador e ex competidor de rodeio - Jon Bernthal. É reconhecido por esta última qualidade pelo Assassino, logo, travam conversa sobre o fanatismo do pai pelo outrora heróico Rossi, nº 51.
A fotografia sombria transporta para os personagens a silhueta de suas fraquezas e emoções, o ódio, a vingança, até o amor são sentimentos velados em suas vidas. A consequência do crime são estas recéns viúvas Bernadette, ou Bernie, e Lila, protagonizadas por Rosemarie DeWitt e Imogen Poots respectivamente. Mulheres atormentadas devido às crises de casamentos vividas com aqueles homens, que iam de porco ao frígido.
O encontro desses personagens são bem compostas pelo diretor Jamie M. Dagg. Do relacionamento súbito entre Elwood e Rossi, da relação extraconjugal entre Rossi e Bernie e o contrato de Lila. Encontro que não pareceria estranho em uma cidade do interior do Alasca. O filme logo tem em sua composição um pouco das paisagens maravilhosas da região.
Entretanto, O noir está nesses locais fechados e em em seus reflexos no espelho, ou na perseguição de carro e o sinal vermelho do trilho piscando. Em sintonia há a trilha sonora, drones dominam as cenas, sua apresentação evoca o suspense de maneira clara e pontual. Logo, a direção maestra a trama de maneira a contar uma história agradável ao estilo neo-noir e que até vale o prestígio.

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