quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Crítica - Cold War

Cold War

Ano: 2018
Direção: Paweł Pawlikowski.
Roteiro: Paweł Pawlikowski.
Sinopse:
Durante a Guerra Fria entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível.
Resenha:
Polônia, 1949. Na ferida do pós Segunda Guerra, Guerra Fria retrata além dos conflitos ideológicos da época, a história desses amantes o pianista Wiktor, Tomasz Kot, e a cantora Zula, Joanna Kulig. Pawel Pawlikowski, o diretor polonês, conduz a história desse amor não permitido pelo tempo, com um enquadramento de janela clássica de tv, quadrada, e a música - que os personagens trazem em sua história.
Wiktor junto com uma Companhia procuram cantores e dançarinos no interior da Polônia.  O interior desse país é composto de música. Pessoas se candidatavam para a Mazurka. O objetivo era criar uma peça que evocasse o tradição e o folclore. Zula viria a ser aprovada posteriormente na seleção.
A tela clássica enaltece a profundidade de campo,o espaço sempre parece estar povoado. Zula e Wiktor se apaixonam. A música se apresenta timidamente, as canções de Zula tem um significado emocional importante para a personagem. Significados que podem ser corrompidos, como a apresentação pró Stalin ou quanto como numa noite com amante.

Esse é o contexto ao qual os personagens vivem - um caso de liberdade subordinada. Se não obedecessem eles não viveriam. Zula e Wiktor parecem demonstrar a dor da distância ao qual são submetidos por essa Guerra. Infelizmente, esta dor é percebida tarde demais pelo pianista. “Cold War” se visto como um romance daria uma ótima obra shakespiriana,

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