Ano: 2018
Direção: José Padilha
Roteiro: Gregory Burke
Roteiro: Gregory Burke
Sinopse: Em julho de 1976, um voo da Air France de Tel-Aviv à Paris foi sequestrado e forçado a pousar em Entebbe, na Uganda. Os passageiros judeus foram mantidos reféns para ser negociada a liberação dos terroristas e anarquistas palestinos presos em Israel, na Alemanha e na Suécia. Sob pressão, o governo israelita decidiu organizar uma operação de resgate atacar o campo de pouso e soltar os reféns.
Resenha:
O que seria um discurso sobre o Exército de Libertação da Palestina, é também um discurso sobre Terrorismo. Após esse breve começo cortinas se abrem e vê-se uma apresentação de dança composta por Ohad Naharin. Nesse paralelo Padilha relata uma Operação Entebbe de indiferença ao julgamento do que seria certo ou errado.
Trata-se então do filme a partir das múltiplas faces criando uma trama entre os personagens que são fortemente demarcados por sua herança histórica. Alemães, judeus e palestinos possuem uma estigma histórica que exaltam questionamentos no espectador - ao colocar no grupo terrorista alemães sequestrando judeus, ou a perseguição dos palestinos pelo último.
Isentando-se de uma posição ideológica o filme perde tensão. No entanto, o editor Daniel Rezende propõe uma montagem dinâmica, que, ainda assim, dialoga com a proposta do filme. O clímax existe em função do paralelo inicial da história, na apresentação de dança, há o espetáculo da Operação Entebbe e ironicamente ao aplaudirem a primeira há também o sucesso da última.
Nessa cadeia de violências, há também uma corrente contrária. Nas ideologias de libertação ou da paz fica claro a predominância da força como único meio de preservação do poder. A ideologia dos alemães pró libertação da palestina, ou do primeiro ministro a favor do diálogo, flagram princípios de extremismo ou de xenofobia entre eles.
Ao optar por uma predominância dos planos médios e fechados Padilha aproxima o espectador dos personagens. E, na ausência de um posicionamento nos aproximamos das pessoas e de suas motivações - Rosamund Pike, “A garota exemplar”, faz sua marca na cena do orelhão. Apesar dos diversos núcleos enfraquecerem a trama Sete dias em Entebbe denota a linguagem do discurso de poder tornando-se um filme não extraordinário, mas, no mínimo, que deve ser avaliado.
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